Primeiro livro da Saga do Núcleo

O Filho do Núcleo
O propósito sempre será maior que a escolha.

Quando o Núcleo da Terra escolhe pulsar através de um garoto de coração genuíno, ele descobre que sua vontade importa menos que o peso das consequências — e das vidas que podem depender dele.

Status Rascunho em andamento
Palavras aproximadas +190.000 (Livro 1)
Gênero Fantasia / Ficção cósmica
Sobre a história

O propósito do Núcleo não depende da escolha de um garoto.

“O Filho do Núcleo” acompanha a jornada de um garoto enquanto ele descobre o que é carregar dentro de si a energia que mantém um mundo vivo — e o preço de tentar protegê-la.

Sinopse (versão curta)

Antes de existirem estrelas, havia uma força invisível sustentando a própria ideia de existência — e o Núcleo é uma porção disso. É essa energia que alimenta planetas, molda consciências e guarda a memória de tudo o que viveu.

Quando a malignidade passa a roubar Núcleos de mundos inteiros, a Terra entra na lista. Em meio ao caos que se aproxima, o Núcleo comete um ato de preservação universal: escolhe um herdeiro humano, de coração genuíno.

Mesmo sem querer, o garoto percebe que a própria escolha é menor que as consequências futuras — principalmente quando um grupo está disposto a fazer qualquer coisa para arrancar esse poder dele.

Sobre o autor

Quem está por trás do Núcleo.

“O Filho do Núcleo” é fruto de anos de ideias, anotações e um universo em constante expansão.

Tércio Meireles
Barista, escritor independente e criador da Saga do Núcleo.

Tércio cresceu apaixonado por histórias que misturam fantasia, ciência e perguntas difíceis sobre responsabilidade, fé e propósito. Depois de anos equilibrando trabalho, café e cadernos cheios de ideias, decidiu transformar o universo do Núcleo em uma saga completa.

“O Filho do Núcleo” é o primeiro passo de um projeto maior, que inclui outros livros, materiais extras e possivelmente adaptações para jogos e outras mídias.

Vivendo atualmente nos EUA Escrevendo o Livro 1 Amante de café & fantasia

Por que essa história?

E se a Terra sentisse? A saga germinou desta pergunta inquietante: imaginar uma energia onipresente que, embora cansada da dissonância causada pelos vivos, recusa-se a deixar a luz extinguir-se. É a história de uma entidade que, ferida pela própria lei que foi quebrada, busca cura através de um intermediário mortal — alguém escolhido não apenas para sobreviver, mas para restaurar o equilíbrio de uma energia que sustenta o universo.

A partir disso, o Núcleo deixou de ser apenas “energia mágica” e se tornou quase um personagem: algo que pode evoluir, criar, se sacrificar, mas não se corromper.

O livro busca equilibrar:

  • A jornada íntima de um garoto lidando com culpa, medo e vocação.
  • Conspirações cósmicas que ligam a Terra a outros mundos.
  • Reflexões sobre o que significa “guardar” algo que não é seu.
O Universo

Nuclogia, Clanta & os segredos do Núcleo.

O mundo de Dendork não é feito apenas de planetas e estrelas, mas de leis próprias que regem a energia que mantém tudo existindo.

Nuclogia

A ciência que estuda o Núcleo: como ele nasce, como interage com a vida e de que forma pode ser compreendido. Para alguns, isso é “misticismo”; para outros, é a única forma de entender o hipotético.

O Núcleo da Terra

Mais do que metal derretido. O Núcleo guarda memórias, padrões de vida e o pulso que mantém a Terra em equilíbrio. Quando ele é forçado a agir, o planeta inteiro sente.

Clanta

A manifestação da energia do Núcleo na vida de seres específicos. Em Dendork, essa energia se mistura com o próprio corpo, gerando efeitos que lembram uma doença tanto quanto um milagre.

Os Batedores & a organização

Enquanto alguns estudam o Núcleo para protegê-lo, outros aprenderam a transformá-lo em negócio. Batedores, agentes e líderes movem-se nas sombras, enfraquecendo Núcleos ao redor do universo.

Extras & bônus

Conteúdos extras para quem quer ir além do livro.

À medida que o projeto avança, novos materiais serão liberados para leitores que quiserem se aprofundar ainda mais no universo do Núcleo.

Em breve

Capítulo de amostra em PDF

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Planejado

Mapa do universo & linha temporal

Uma visão geral de como a Terra se conecta a outros mundos, quem são as principais facções e em que ponto da linha do tempo cada livro da saga se encaixa.

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Leitura no site

Capítulo 1

Leitura direta aqui no site (sem PDF e sem download). Trecho com ~3.000 palavras.

CAPÍTULO 1 — O Impacto

Publicado em

O oceano e a tempestade disputavam o domínio da praia de Ledita na calada da madrugada. A areia branca desaparecia sob a escuridão úmida, açoitada por gotas pesadas. Gaivotas repousavam empoleiradas em pedras e corrimãos de madeira que cercavam a plataforma que ficava no centro, enquanto o vento norte trazia o cheiro salgado do oceano e fazia as lonas das cabanas estremecerem à beira-mar. De dentro das árvores que circundavam a pequena enseada, surgiu uma figura masculina. Seus passos lentos marcavam o solo encharcado — firmes, ritmados — e apagavam-se logo depois sob as gotas grossas da chuva.

O pátio de madeira tinha, ao centro, um chalé pintado à mão. Placas turísticas balançavam sob o vento, e um letreiro contornado por LEDs brancos pulsava intermitente:

O visitante manteve o capuz sobre o rosto. As roupas estavam encharcadas, e o vento fazia o tecido bater contra o corpo co mo uma bandeira cansada. Ele ergueu o olhar para o relógio central — parado às 3h30 da manhã. A maré recuava lentamente. Caminhou até o fim da ponte, onde o oceano se abria como um espelho negro. De ambos os lados, um longo caminho de pedras marrons, perfuradas pela violência das águas, servia de escudo contra o avanço do mar.

O homem ergueu a mão nua. Gotas pesadas escorriam por seus dedos. Em sua palma, formou-se uma pequena esfera de energia alaranjada — vibrante — envolta por uma fumaça densa e azulada que girava em silêncio, como um pequeno sol aprisionado entre dedos humanos. O brilho refletiu na madeira molhada, transformando a ponte em um corredor de luz. Com um gesto leve, ele lançou a esfera ao mar. Ela correu pela superfície da água, criando um vórtice como se o oceano se curvasse ao redor dela, puxado para um destino invisível. O homem fechou o punho. E abriu.

Dois pescadores, mais adiante, se assustaram com a distorção na água. O barco balançou. Um deles olhou para a plataforma de madeira.

O outro, ainda tentando se equilibrar enquanto segurava a vara de pescar e apoiava-se no amigo, finalmente avistou a figura na ponte. Eles deixaram as varas cair e correram pela madeira molhada. O homem virou-se devagar. Seus olhos, antes ocultos sob o capuz, agora ardiam em um âmbar profundo — uma cor viva, pulsante, quase hipnótica. Os pescadores empalideceram. O homem estalou os dedos. A chuva parou. Cada gota ficou suspensa no ar, congelada, cintilando como poeira dourada sob a luz invisível. Os pescadores tentaram correr, mas o chão do barco parecia prendê-los. No barco, os pescadores olhavam, confusos, para a cena — quando algo no horizonte capturou sua atenção. Uma coluna de energia laranja irrompeu do mar. A água se abriu em um círculo de luz, como se o oceano tivesse sido rasgado por dentro. O clarão transformou a noite em dia. O vento varreu o litoral, levantando areia e destroços. Centenas de peixes foram arremessados junto com a onda, caindo sobre a praia como uma chuva viva. Gaivotas foram lançadas ao ar. As luzes piscavam. O relógio central apagou-se. A plataforma de madeira vibrava sob os pés, e as árvores ao redor perdiam folhas que corriam rumo ao vendaval. O visitante apenas observava. Imóvel. Enquanto os pescadores, agora no chão entre as pedras depois de serem arrastados, se protegiam com os braços. Então a chuva voltou. E a luz desapareceu. Restou apenas o som do oceano. Os pescadores continuavam paralisados, sem saber se deviam correr… ou rezar. O visitante virou-se lentamente. A água escorria do capuz. O âmbar ainda ardia em seus olhos. E desapareceu.

Num sopro de vento, os pescadores recuperaram os sentidos. Entreolharam-se, atordoados, os rostos pálidos manchados de areia e sal. Um deles piscou repetidas vezes, tonto, tentando forçar o mundo a parar de girar.

O outro segurava um peixe ainda debatendo-se entre as pedras. O chão ao redor deles estava vivo. Centenas de escamas prateadas reluziam na escuridão, enquanto peixes agonizavam e saltavam por toda a extensão da praia destruída.

O amigo parou. Ergueu o rosto, o olhar maníaco fixo no companheiro.

E, num momento de loucura e felicidade, beijou a cabeça fria e úmida do peixe que segurava. O estalo foi seco. O amigo lhe acertou um tapa forte na orelha, sacudindo-o de volta à razão.

O outro largou o peixe, limpando a boca no antebraço, com ar de deboche.

A pressa, no entanto, morreu ali mesmo. O zumbido distante de sirenes rasgou a madrugada. Feixes de luzes vermelhas e azuis começaram a manchar a neblina da estrada, aproximando-se rapidamente da orla. Eles congelaram; os peixes escorregaram das mãos. E, sem que nenhum dos dois percebesse, o céu acima deles já havia retornado ao escuro absoluto, como se o oceano tivesse acabado de despertar de um sonho antigo, apenas para voltar a dormir outra vez.

O relógio marcava 5h30 da manhã quando Rhaelles sai de sua casa e fecha a porta atrás de si. O ar ainda carregava o frio da madrugada, e Ledita dormia sob uma neblina leve que subia do mar. Ele ajustou o moletom com capuz, conferiu o relógio digital no pulso e começou a correr. Com quase um metro e noventa, ele avançava com a precisão de quem conhecia cada passo do próprio corpo. Os olhos castanhos permaneciam atentos, sempre calculando. Sob o capuz, os cabelos escuros e ondulados desapareciam, enquanto gotas de suor deslizavam pela pele clara. Passos precisos. Ritmo constante. O celular vibrou e uma mensagem apareceu na tela.

Ele respondeu sem parar de correr.

Um leve sorriso surgiu em seu rosto. Ele acelerou e desapareceu no nevoeiro da manhã.

Enquanto avançava pela orla, campainhas de bicicletas ecoavam sua-vemente pela rua. Pássaros marinhos caminhavam cedo, esperando que alguém poupasse o esforço de encontrar comida. As ondas batiam contra as pedras, rasgando o silêncio da cidade que despertava devagar. O vento passava firme pelos coqueiros, fazendo-os balançar em ritmo quase hipnótico. O cheiro de maresia misturava-se ao perfume doce dos jardins das casas. Ledita era conhecida por suas praias largas — molduras vivas de um litoral que parecia pintado à mão. As casas de madeira, com varandas floridas e painéis coloridos, lembravam traços de um artista inspirado. Rhaelles respirou fundo. O exercício matinal era sua única forma de sentir o mundo ainda silencioso. O corpo corria. Os pensamentos, não.

A chave girou na fechadura as 6:30 da manhã indicando seu retorno. O som metálico ecoou pela casa pequena. Rhaelles entrou, tirou os tênis úmidos e os deixou numa bandeja ao lado da porta. No cabide, um capuz preto pingava lentamente — o mesmo que usava nas madrugadas de chuva. O lugar era simples. Funcional. Uma TV pequena sobre a cômoda. Um laptop fechado. Roupas dobradas no sofá. A cozinha americana se misturava à sala. O cheiro de café ainda pairava no ar. Um corredor estreito levava ao banheiro e ao quarto em silêncio. Ele ligou a televisão. O noticiário preencheu o ambiente. A repórter, com o cabelo ainda úmido, falava em tom tenso:

Imagens aéreas mostravam o oceano escuro.

Na tela, os dois pescadores apareciam, um deles sorrindo, mas com os olhos ainda inquietos.

O amigo risonho o empurrou, tentando se aproximar mais da câmera.

Ele ergueu a rede cheia de peixes prateados, que reluziam sob a luz da filma-gem. Rhaelles observava em silêncio, encostado na parede. Os cabelos ainda úmidos do treino escorriam discretamente pela testa. Com expressão séria, aproximou-se da TV. Desligou-a. O controle repousou sobre a mesa com um clique seco. Seguiu para o banheiro.

O toque do celular ecoou pela casa antes mesmo que terminasse de se enxugar. O som parecia ampliar-se conforme ele abria a porta e se aproximava do aparelho. Pegou o smartphone sobre a cômoda. “Polícia de Ledita” piscava na tela. Atendeu de imediato. Do outro lado, uma voz feminina, firme e profissional:

Enquanto secava o cabelo com a toalha, ele respondeu com naturalidade: Desligou.

O silêncio voltou a preencher o ambiente. Entrou no quarto organizado, abriu uma gaveta com precisão quase ritual e retirou um estojo de relógios. Escolheu um. Prendeu-o no pulso. Observou o reflexo por um instante. Respirou fundo. Tudo nele seguia uma lógica interna: tempo, postura, silêncio. Nada fora de lugar. Vestiu roupas sociais com a mesma exatidão. Antes de sair, conferiu rapidamente o capuz preto pendurado no cabide. Ainda úmido. Memorizou o detalhe. Saiu.

Rhaelles entrou no off-road adesivado com o emblema da polícia local, ligou o motor e deixou o veículo deslizar pela estrada molhada. Durante o trajeto, retirou de uma sacola um sanduíche simples e deu uma mor-dida curta. O café quente equilibrava o frio da manhã. A cena era comum. Mas nele, nada era comum. Saiu do veículo, descartou a sacola no lixo e atravessou o corredor principal. O portão ainda carregava a umidade da madrugada. Na recepção, uma jovem atendente ergueu os olhos e sorriu.

Ele ajustou discretamente o cinto. Ela sustentou o olhar por um segundo a mais do que o necessário. No saguão, policiais assistiam ao noticiário sobre o incidente na praia. Imagens da “onda alaranjada” preenchem a tela. Rhaelles passou sem comentar. Um dos soldados o avistou e se levantou. O homem riu, batendo no ombro dele. Rhaelles apenas assentiu. Sabia que não era verdade. O riso dos policiais dissolveu-se no burburinho do saguão. Por um instante, tudo parecia normal.

Às 8h59, Rhaelles entrou na sala de reuniões. O ar ali era mais frio que no corredor. O cheiro de café recém-passado mistu-rava-se ao couro e ao metal polido. De pé junto à mesa central estava um homem imenso — careca, barba grisalha perfeitamente aparada. Vestia camisa social branca com o emblema da unidade no ombro, calça preta alinhada e um relógio de ouro que capturava a luz do teto. Na tag metálica, lia-se: Coronel Brastan. Mesmo sem farda de combate, sua presença era de aço. À direita, o general Palone deslizava os dedos sobre um holograma de relatórios. Ao fundo, o general Virono, de voz grave e olhar afiado, observava, com os braços cruzados, encostado ao painel luminoso. Quando Rhaelles entrou, Brastan inclinou levemente a cabeça.

Virono aproximou-se primeiro. Ele percorreu o dossiê com o olhar. Ergueu os olhos. Virono esboçou um meio sorriso — algo entre um teste e uma aprovação. Silêncio. Rhaelles sustentou o olhar. Palone interveio, com tom mais leve: Brastan finalmente avançou, sua sombra projetando-se sobre a mesa. Estendeu a mão. O aperto foi firme. Breve. Decisivo. Virono deslizou o documento sobre a mesa. A caneta riscou o papel. O som ecoou no silêncio controlado da sala. Quando terminou, Virono apenas assentiu. Rhaelles prestou continência. Virou-se e saiu. A pesada porta de carvalho fechou-se às suas costas com um clique seco, selan-do a sala.

No corredor vazio e frio, ele afrouxou a postura apenas um milímetro e inspirou profundamente. O silêncio do corredor era tão fino que não carregava ecos. Depois de alguns passos pelo corredor… ele parou por um instante concentrando sua atenção para a sala que acabara de sair. Dentro da sala, Virono voltou-se para Brastan.

Brastan manteve o olhar fixo na porta fechada. Virono completou, em voz baixa: Brastan assentiu. Dentro da sala, o silêncio permaneceu por alguns segundos após a saída de Rhaelles. O general Palone respirou fundo e abriu a gaveta da mesa. De lá, retirou um dispositivo eletrônico fino — um charuto metálico. Trocou o cartucho circular com precisão e o encaixou. Uma névoa leve escapou automaticamente. Ele soltou a fumaça devagar. Brastan permaneceu imóvel. Palone fechou os olhos por um instante antes de responder. Brastan inclinou levemente a cabeça. Silêncio novamente. Palone manteve o olhar fixo na porta. Virono respondeu baixo: A fumaça dissolveu-se no ar frio da sala. Apos ouvir tudo, Rhaelles retomou a caminhada e empurrou a porta de saída do prédio. O ar úmido do litoral bateu em seu rosto.

Ao fim da tarde o off-road parou diante de uma casa branca de madeira, com detalhes amarronzados desgastados pelo sal do mar. Rhaelles não bateu à porta. Subiu pela escada lateral. PArecia conhecer o caminho. Na varanda dos fundos, o oceano batia suavemente contra as pedras. Um homem de cerca de oitenta anos balançava lentamente numa cadeira, fumando um bituca com tranquilidade.

Rhaelles esboçou um sorriso de canto. O velho o observou com olhos estreitos. Rhaelles ergueu uma sobrancelha. Gilson gargalhou. A gargalhada aumentou. Mas Rhaelles não acompanhou. Gilson percebeu. O riso cessou. Rhaelles manteve os olhos no pôr do sol. Fez uma pausa. Gilson jogou a bituca em um latão. O velho soltou a fumaça devagar. Rhaelles virou o rosto lentamente, mantendo os olhos presos no pôr do sol. Gilson puxou outro cigarro do bolso e o acendeu com calma. Ele parou de rir. A tensão permanecia. Rhaelles suspirou. Ele olhou para as próprias mãos. A pele parecia normal, perfeitamente humana, mas Gilson sabia muito bem da fogueira que ardia logo abaixo daquela superfície. O velho não respondeu de imediato. Ele apenas soltou a fumaça devagar, os olhos enrugados acompanhando o vaivém das ondas escuras. O vento moveu levemente a cadeira de balanço. Rhaelles permaneceu em silêncio. Pensando. Depois, tirou dois charutos do bolso e estendeu um ao velho. Gilson pegou o charuto, analisando-o com um sorriso enviesado. Ele apontou o isqueiro com o queixo. Rhaelles soltou um riso curto. Fez uma pausa. Gilson gargalhou — até que, por um segundo, a expressão mudou. O silêncio pairou por um instante. Rhaelles sorriu de lado. O velho tragou o charuto com calma. Os dois riram. O som das ondas misturava-se à fumaça que subia lentamente para o céu avermelhado. O sol mergulhava no horizonte. A pergunta interna o consumia, os extintos o alertava que algo maior já se movia além da linha do mar.

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